quinta-feira, 24 de junho de 2010

again and again and again and again and again...

É sempre assim:

Ela aparece como quem não quer nada, só pra saber se ainda vivo.
Como uma droga, toma minha mente sem que eu perceba que é vício.
Aos pouco ocupa todo o espaço que deveria ser entregue a outra possível inquilina.

Logo em seguida é a minha vez...
De acreditar em qualquer coisa
De preencher qualquer vazio
De bagunçar qualquer sentimento

Daí em diante a história é mais que bem conhecida
Troco o “sim” certo, pelo “talvez” e pelo “ainda não esqueci”
Então é uma questão de tempo até que o “ainda não esqueci” vire “quero esquecer”
E o tempo novamente me mostra que é vício.
Que eu devo largar.

Não é viver de passado...
Seria, se alguma vez me desse tempo pra transformar em passado.

Quero o meio termo
Nem viver de passado, nem sonhar com futuro.
Apenas o presente

Já esgotei meu estoque de sacrifícios. É a tua vez!

sábado, 29 de maio de 2010

Rage Against the Machine

Trabahla, vai pra casa e dorme.
Acorda, come e trabalha.
Modo automático repetido a vida toda...
A vida deixada pra depois.
Depois de trabalhar, de fazer o pé de meia...
O fim de semana descansando para trabalhar
De novo a rotina do robô.
Ah, se eu fosse um robô!
Não necessariamente humanóide, mas autônomo e sem consciência.
Não estaria satisfeito, também não insatisfeito.
Não precisaria comer, nem descansar.
Viveria para trabalhar.
Ops, mas não é assim agora?!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Raiva!

Ta tudo confuso, bagunçado, sabe.
Nos últimos 2 anos não tive a mínima idéia do que é ter estabilidade financeira e sentimental.
Tudo que parece que vai dar certo, dá errado. Relacionamento, trabalho, casa, amizade, tudo.
Já tenho os punhos cicatrizados de cada vez que me vejo em desespero, socar a primeira parede que encontro. Pois se por acaso tal soco fosse em um humano (e sempre dá vontade que seja) com certeza minha casa já seria atrás das grades.

Sabe quando a gente releva atitudes idiotas dos outros? Pois eu tenho o costume de relevar ao máximo, só que isso tem conseqüências. Uma delas é o enorme acúmulo de raiva. Grande o suficiente para as pessoas notarem apenas por eu chegar em um ambiente. Grande o suficiente pra eu preferir ficar em casa a fazer contato com as pessoas. E não que eu não queira sair e ver as pessoas com quem me importo, o problema são as pessoas que estão em volta.

Já perdi a paciência de ouvir as pessoas falarem o que querem dizer, sem se importar se eu quero ouvir. Muita gente caga pela boca e eu não to mais conseguindo tolerar isso.
Chego a achar que me tornei um velho chato e cheio de manias, mas poxa, não sou velho!

O que vou ser quando “crescer”?!
Quando raios vou “crescer”?!

Merda, 22 anos de idade, morando sozinho em um apartamento, lutando pra me manter em cada emprego que passo e assim poder pagar a moradia, comida e distração. Sozinho é difícil.

Mas sozinho é como eu preciso ficar ainda mais algum tempo pra pôr as idéias no lugar, Pra ter boas e novas idéias, pra rever os valores, pra avaliar quem deve estar comigo de verdade, pra me concentrar em algum estudo, pra desenvolver melhor a paciência e pra poder dissipar essa maldita raiva que ultimamente parece vir a tona com mais freqüência do que nunca.

No final das contas, não sinto raiva de uma ou outra pessoa em especial. É no geral mesmo. É a situação, é a sucessão de decisões erradas, de decepções. Mas por isso, gente que não tem nada a ver acaba pagando.

Uma pena, mesmo...

domingo, 4 de abril de 2010

...

Ta, manhã do domingo de páscoa.
To sozinho em casa, recém acordado, sem ressaca, ouvindo Deluxe Trio, lendo blogs de tecnologia e caçando algum jogo que consiga me distrair de verdade.
Me sinto um pouco abandonado, carente. Não que esteja abandonado de verdade, mas sabe aquela sensação de domingo, de "acabou o final de semana". Pois é, o meu acabou e eu não fiz nada do que a princípio havia planejado.
Aliás, o tempo tem passado bastante rápido, fazendo com que eu não faça quase nada do que planejei. Isso sim, deixa uma sensação de inutilidade imensa.
Mas foda-se, as coisas tem que acontecer no tempo certo, creio eu.
Carência, falta daquela pessoa pra acordar junto e dar risada de qualquer besteira que apareça na tv. Um dia, quem sabe...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

"MonoDiálogo"

-E então Kotoko, tu vai dormir?
-Não sei cara, tem tanta coisa aqui...
-Aqui aonde?
-Aqui, dentro do peito, da cabeça, da cueca oras!
-Tu tem que trabalhar, lembra?
-Gostaria de não lembrar.
-Bah, que desânimo hein?!
-Pois é, acontece...
-Ta, e vai fazer algo pra melhorar?
-Uma torrada e um café sem açúcar resolvem, por enquanto.
-E amanhã?
-Ta muito longe de hoje aínda.
-Mas já passou a meia-noite...
-E daí, eu não dormí, lembra?!
-Ah, é.
-E então, o que vai ser?
-O que vai ser o que?! Não é tu que faz as perguntas!
-Ah, ta... Foi mal.
-Mas me responde, o que va ser?
-Depende.
-Dela ou de ti?
-Do telefone.
-Sai dessa!
-Te juro que quero...
-Mas???
-Mas é que já tentei...
-E?
-Deu no que deu.
-Putz...
-É, ta foda mesmo.
-Seguinte, sai na sexta, aproveita, esquece!
-Na sexta passada, retrasada ou na próxima?
-É verdade. Precisa de ajuda cara!
-É? De quem?!
-Mãe, amigos, sei lá, deus!
-Eles não têm nada a ver com isso. E outra:
-O que?
-Não te contaram?
-Não, mas fala logo!
-Bah, brother ,te enganaram no lance de deus.
-Não brinca com isso!
-Ta, mas abre os olhos e descobre por ti.
-Te fode cara, eu vou dormir!
-Te mordeu é?
-Já falei, te fode! E mais:
-O que?
-Vou dormir!
-E eu, continuo sozinho então?
-Não ouvíu?! TE FODE!
-Boa noite kotoko.
-Boa noite Kotoko...

sábado, 15 de agosto de 2009

Dúvidas (só pra variar)

Pois é, cá estou de novo escrevendo sobre o que penso (ou não ) da vida, universo e tudo mais...
Mais uma vez eu não tenho idéia do que acontecerá nos próximos tempos.
Mais uma vez não sei o que quero da minha vida, bem na verdade o que eu quero eu sei, só não sei como faço pra conseguir, não sei se estou agindo certo com as pessoas que amo, não sei se amar as pessoas que amo é o que eu gostaria. Sinceramente, gostaria de conhecer menos gente, de me importar com menos pessoas, de ter a capacidade de desligar algumas pessoas da minha vida, sem sofrer muito com isso.
Mas não é assim que funciona né... a gente não pode viver da certeza, é necessário contentar-se com as perguntas, sem se importar com quando as respostas chegarão, ou se mesmo algum dia elas chegarão. A única certeza é a incerteza.
Sabe, odeio esperar, odeio frio, odeio dizer "eu te amo" e receber o silêncio como resposta, odeio sentir esse aperto no peito, odeio não conseguir ao menos que atenda o telefone, odeio bastante coisa. Odeio por que amo...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Alô, 1, 2, 3, testando... Sssssom

Oi! Boa tarde, estou vivo!

int main()
{
printf("Olá, Mundo!\n");
}


Pois é, to sumido, sem escrever/telefonar/enviar sinal de fumaça/comunicar de forma geral, por muito tempo...

Não estava tendo muito tempo pq trabalhava no período noturno no call-center que atende às cagadas da Net, estou sem internet em casa, fui assaltado e fiquei sem telefone e, pra variar não tenho um centavo no bolso.

Mas nem tudo são rosas nessa vida, / hehehehe! / Pelo menos agora moro no meu apartamento (meu!) e já tenho um telefone de novo! (8534-1292) Provisoriamente, até recuperar meu número original...

A quem interessar, voltei a fazer manutenção de computadores!

Se rolar manutenção, rola grana, se rolar grana eu boto internet em casa, se rolar internet em casa, volto a postar aqui! (Se isso serve como incentivo ou propaganda...)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

E agora? É agora?!

Nos olhamos, sorrimos, falamos, beijamos, acariciamos, dormimos, acordamos, sonhamos...
A pesar do pouco tempo, já fizemos muito juntos, muito mais do que imaginei, muito mais do que a principio desejei. De início eu não tinha intenção nenhuma, juro, só precisava da amizade, queria apenas isso e não queria cometer o erro de estragar uma amizade de novo.
A amizade ia bem, aí senti desejo, como não sentiria?! Uma amiga fantástica, de personalidade calma e sincera, um lindo sorriso que por um tempo foi a única luz que eu conseguia ver na escuridão em que me encontrava, uma mente sábia que sempre transmitiu bons pensamentos, rosto e corpo tão lindos que eu achava demais para mim e um beijo tão gostoso quanto chocolate. Aí não teve jeito, mesmo não querendo acabei me apegando muito mais do que gostaria.
São 3 palavras de difícil pronúncia quando o coração já foi bem maltratado por alguém que anteriormente falava isso de forma banal o tempo todo.
Não queria, não podia arriscar, mas tem coisas que a gente não escolhe... EU TE AMO! Pode ser cedo para dizer isso, mas dizer que não, é mentir a mim mesmo. Pode ser que não sinta o mesmo, pode ser que não pense em mim tanto quanto ocupas minha mente, nesse caso me esforço, te conquisto. Ou pode ser que esteja tentando não dar muita abertura, não dar chance para se machucar. Sinceramente, já me acostumei com a primeira possibilidade, aprendi a não esperar que alguém goste tanto assim de mim, para quando cair, que não seja de muito alto e possa me levantar rápido.
“É que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano...”

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Rotina, exagero e café

Mais uma vez acordei sozinho...
Tudo bem, essa é a rotina.
A rotina nunca me fez bem.
A solidão também não.
Mais uma vez peguei o telefone e disquei teu número...
Besteira, exagero.
Tudo bem, exageros fazem parte da minha rotina, sempre fizeram.
Mais uma vez me peguei pensando em ti...
Isso já ta virando rotina.
Discar teu número também.
Não que essa rotina me faça mal, mas eu preferiria acordar ao teu lado
Para quebrar a rotina
Para não apenas pensar em ti.
Para não precisar discar teu número.
Para exagerar em coisas boas.
Para não ter uma rotina sobre a qual reclamar.
Para não pensar em solidão.

Mais uma vez exagerei no café...
Para ver se acordo
Sozinho mesmo, é a rotina.
Solidão, café, rotina e exagero.
Sim, esse sou eu, isso sou eu.
Não sei se é bom ou ruim, mas é. Apenas É.

Talvez eu não queira mais o café.
Talvez eu não queira mais a solidão.
Talvez eu não queira mais a rotina.
Ou talvez eu não queira mais o exagero.
Exagero de solidão, rotina e café.

Sim, é isso.
Hoje não quero nada disso.
Hoje não quero nem café, nem rotina, nem exagero.
Solidão menos ainda.

Hoje eu te quero aqui do meu lado.
Para quebrar a rotina.
Para espantar a solidão.
De repente até tomar o café, juntos.
De repente exagerar juntos.
E acordar ao teu lado, sem pensar em nada disso.
Pois tu, ao contrário da rotina, do café e da solidão, só me faz bem.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Suspenso no espaço

Tenho tido dificuldades para escrever. Também pudera, criei esse blog pra espressar alguns sentimentos que hoje em dia passam longe de mim.

Não tenho tido bons motivos para sentir raiva de nada, as coisas finalmente parecem ter se ajeitado pro meu lado. Depois do ano bagunçado que passei, acho que merecia um pouco de paz.

Ultimamente tenho tido apenas motivos para comemorar, e espero que continue desse jeito, mesmo que isso me custe o blog ;)


De resto, prefiro deixar debaixo do pano algumas coisas que estão acontecendo na minha vida, quando a gente espalha demais acaba não dando certo.


Abraço a quem ler!